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Palestra TDAH: Mitos e Verdades

A palestra "TDAH: Mitos e Verdades", que integra o Programa de Ações Afirmativas 2014 do Napne do Câmpus Feliz, teve cerca de 150 participantes, sendo principalmente docentes de diversas cidades do Vale do Caí. O evento, realizado em parceria com o Colégio Professor Jacob Milton Bennemann, ocorreu no dia 20 de março e teve como palestrantes a coordenadora brasileira da Liga Latino-americana para o estudo do TDAH, Elnora de Paiva Ayres, e o psicólogo e supervisor do Ambulatório de Neuropsicologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Sergio Duarte Junior.

Segundo a presidente do Napne, Paula Biegelmeier Leão, o objetivo é promover a cultura da educação para a convivência, aceitação e respeito à diversidade. O Programa de Ações Afirmativas 2014 busca integrar os diversos segmentos que compõem a comunidade, propiciando um sentimento de corresponsabilidade na construção da ação educativa de inclusão.

Sobre o TDAH

Em sua fala, Elnora explicou que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) não é uma doença inventada. É uma patologia que tem base neurobiológica, geneticamente detectada, com início na infância e que, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a vida.

Os principais sintomas do TDAH são: desatenção, hiperatividade e impulsividade. De acordo com a neuropsiquiatra, o primeiro passo para identificar se há ou não sintoma de TDAH é avaliar se o comportamento em questão é o esperado. Além disso, é fundamental uma análise desde a gestação até o presente do indivíduo, histórico familiar e rotinas. Elnora destacou que a criança deve ser ouvida, assim como a escola.

Quanto aos riscos de não tratar o TDAH, a doutora informou que até os seis anos não há grandes complicações. Na idade escolar, ao entrar em contato com colegas da mesma idade, um aluno com a patologia pode acabar sofrendo exclusão, por conta de sua diferença, e provavelmente terá prejuízo na autoestima, piorando inclusive o seu desempenho escolar. Na adolescência, as dificuldades serão maiores, pois surgem os comportamentos de riscos (gravidez, crimes, uso de substâncias tóxicas, falta de motivação, exclusão escolar etc).

No adulto, conforme a doutora, os sintomas se modificam: surgem os riscos financeiros devido à falta de planejamento; oscilação de humor; perda de memória; desorganização constante; sono inadequado; não aprende com os erros; tem necessidade constante de mudanças; não sabe lidar com o tempo; etc. "O mundo atual não é um mundo para quem tem TDAH, porque as exigências de estar ligado, conectado, estar sempre em dia e sempre ser o melhor possível", alega.

Segundo explicou Sergio, as funções executivas (que regulam a interação social e adequam o comportamento) em uma criança com TDHA são alteradas e isso afeta sua noção de tempo. Por isso, não conseguem iniciar e concluir uma tarefa, além de não ter habilidade para planejar uma rotina. Para melhor conduzir o aluno na organização e realização da atividade, é preciso que o professor saiba como é o seu modelo basilar, visto que cada pessoa percebe determinado conteúdo de forma diferente.

Elnora ainda destacou que o diagnóstico diferencial é fundamental para que se identifique ou se elimine a possibilidade de outras doenças a fim de aplicar o tratamento adequado, de modo que não intensifique alguns sintomas do TDAH. Lembrou ainda que o tratamento não é só medicamentoso e que, caso seja só o TDAH, os remédios têm efeito imediato. Para ela, o envolvimento da família é essencial, pois as pessoas próximas precisam entender a doença e manter os médicos informados sobre os sintomas colaterais.

Como dica para os professores, Elnora indica uma postura de acolhimento e entendimento, com exigências específicas para quem tem TDAH. Ainda sugere estímulo, recompensa, redução do número de tarefas (uma por vez) e adaptação do material pedagógico. Para os pais, paciência para conseguir organizar rotinas claras, recompensas (elogios) a cada atividade executada, estabelecer prioridades e organizar o local de estudo.

IFRS Registra 05/2014 - 29/4/2014

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