Os estudantes Maria Eduarda Santos de Almeida e João Vitor Kingeski Ferri, do 4° ano do curso Técnico em Administração do Campus Osório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), representam o Rio Grande do Sul em dois eventos nos Estados Unidos. Na I-SWEEEP, maior feira mundial de sustentabilidade voltada para questões relacionadas à energia, engenharia e meio ambiente, realizada em Houston (Texas) de 26 de abril a 1º de maio de 2016, os jovens pesquisadores receberam medalha de bronze. De 8 a 13 de maio, estão em Phoenix (Arizona), na Intel Isef - evento de ciência e engenharia pré-universitária.
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A pesquisa Palmeira Juçara: aproveitamento integral do fruto como alternativa de preservação ambiental e promoção de impactos econômicos e sociais positivos já obteve diversos reconhecimentos e prêmios em eventos científicos do país. "Será uma honra e um grande orgulho representar o IFRS e o Campus Osório pelo segundo ano consecutivo na Intel Isef, feira que reúne cerca de 1,6 mil estudantes de 70 nações do mundo, e que tem como avaliadores especialistas internacionais, entre os quais prêmios Nobel" - destaca Flávia Twardowski, docente orientadora do projeto, que no ano passado esteve na feira com estudante Alessandro Hippler Roque apresentando o projeto Reaproveitamento de subprodutos agroindustriais no desenvolvimento de produto enriquecido com fibras para celíacos.
Sobre a pesquisa
O projeto transforma os resíduos do fruto da palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius), colaborando para a preservação ambiental e gerando impactos econômicos e sociais positivos para as famílias que moram junto à área de Mata Atlântica, no litoral Norte do Estado, e atuam na extração do fruto conhecido como 'açaí da Mata Atlântica' como alternativa de renda frente a proibição do corte do palmito por conta da ameaça de extinção da espécie.
"A grande quantidade de resíduo resultante do beneficiamento (81% do fruto) e, consequente acúmulo de lixo orgânico, provoca inúmeros impactos ambientais, entre os quais a contaminação do solo e da água e a emissão de gases de efeito estufa. A pesquisa, ao propor o aproveitamento integral do fruto, sugere que da casca seja feita uma farinha para complementação em produtos de panificação, e do caroço, que correspondente a 95% do resíduo, carvão ativado para aplicação na filtragem da água de poço da população da zona rural da região, que não conta com serviços de tratamento de água e esgoto" - explica a jovem cientista Maria Eduarda.
A farinha resultante da casca é rica em fibras e com alto teor de proteínas. O carvão ativado desenvolvido apresentou excelente desempenho, reduzindo a turbidez e a concentração de ferro e manganês - substâncias que, quando ingeridas, causam doenças nos rins, fígado e coração. Além disso, é 85% mais barato do que produtos similares encontrados no mercado para a filtragem da água.
Matéria e foto: Comunicação do Campus Osório - Gabriela Morél
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